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PM continua em greve
Grevistas que não voltaram ao trabalho nesta sexta-feira decidiram que vão continuar de braços cruzados; assembleia terminou às 19h45 desta sexta-feira; relaxamento de prisão dos detidos está entre reivindicações
Rebeca Bastos, Matheus Morais e Agência Estado
Embora o comando da Polícia Militar já tenha declarado o fim da greve da categoria, cerca de 500 policiais militares grevistas, que se reuniram em assembleia no Ginásio dos Bancários, na Ladeira dos Aflitos, em Salvador, decidiram manter a greve. A reunião, que começou por volta das 18h30 desta sexta-feira (10), seguiu à portas fechadas e terminou com os gritos de ordem "ô, ô, a PM parou".
Não se sabe ainda a quantidade de policias que insistem em manter o movimento. Sabe-se, entretanto, que eles estão dispostos a arcarem com o corte de ponto pelos dias parados e com as medidas administrativas a que estão submetidos a partir de agora, pois de acordo com a administração estadual, quem não compareceu aos batalhões até o meio-dia desta sexta-feira vai passar a sofrer sanções. "A partir de hoje, o comando está tomando (a paralisação) como ausência ao serviço e vai abrir processo administrativo para avaliar as punições", afirmou o comandante-geral da PM na Bahia, coronel Alfredo Castro.
Condições
De acordo com o soldado Ivan Carlos Leite, representante da tropa da PM que permanece em greve, entre as reivindicações continuam o pagamento das pagamento das Gratificações de Atividade Policial- GAPs: imediato para a GAP 4 e em 2013, para a GAP 4. Outra reivindicação deles é o relaxamento nas penas dos colegas presos, entre eles o ex-PM e líder do movimento grevista, Marco Prisco.
"Em muitas cidades, 100% da tropa está parada", afirmou Leite, sem listar os municípios. "Esse tipo de agressão do governo, de ameaçar com punições, só serve para inflamar ainda mais os ânimos dos grevistas. Nós temos brios e já mostramos do que somos capazes."
Movimento segue fraco
Após a prisão de Prisco, na última quinta-feira (9), a atuação dos grevistas perdeu fôlego. Muitos já voltaram ao trabalho na capital e no interior. Na manhã desta sexta-feira após o governo anunciar o corte de ponto, seguiu-se uma corrida aos batalhões de Salvador - pelas ruas, carros e motos de PMs e viaturas tentavam abrir caminho nos congestionamento da cidade para não perder o prazo. Muitos PMs que chegaram aos batalhões foram imediatamente mandados para a rua. Isso não significa que eles estejam contentes e satisfeitos com resultado da greve, significa apenas que por enquanto, vão dar um tempo.
Segundo Castro, 85% do efetivo policial está trabalhando em Salvador e na região metropolitana e 80% está nas ruas no interior. Para ele, na maior parte do Estado, o policiamento é "normal". "Tudo tem início, meio e fim - e, na minha ótica, o fim da greve está decretado", avalia. "Agora, existe apenas uma pequena minoria que resiste à convocação do comando."
O coronel admite ainda haver áreas com carência de policiais na Bahia. Ele citou a área do Subúrbio Ferroviário e o bairro de Cajazeiras, em Salvador, a região sul do Estado e o município de Paulo Afonso, no norte baiano. "Nesses casos, temos o reforço de tropas de reserva, como o Choque, e de unidades especializadas, como a da Caatinga", diz, ressaltando que o Exército continuarão reforçando o policiamento ostensivo no Estado "até que a sociedade se sinta segura".
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Chega dá nojo! não aguento mais essa história de greve