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Greve continua
Decisão foi tomada em assembleia que terminou agora à noite; data de pagamento das gratificações dos PMs é o maior impasse; próxima reunião acontece nesta sexta-feira, às 16h
Rebeca Bastos e Matheus Morais_Bahia247
Após uma extensa reunião no Sindicato dos Bancários, no Largo dos Aflitos, em Salvador, os Policiais Militares grevistas resolveram por manter a greve, que nesta quinta-feira (9) completou seu 10º dia. De acordo com o soldado Ivan Carlos Leite, representante da tropa da PM, o impasse agora gira em torno do pagamento das Gratificações de Atividade Policial- GAPs. Os grevistas querem que o governo estadual faça o pagamento imediato da GAP 4, mas o governo diz que paga só em novembro. Já a GAP 5 é requerida pelos PMs para ser paga em 2013, mas o governo diz que só pode pagar de forma escalonada em 2015. Os dois lados se entre acusam de intransigência e, sem acordo, a greve continua.
Participaram da assembleia a Associação dos Praças da Polícia Militar (APPM), a Associação dos Policiais, Bombeiros e seus Familiares (Aspra) e a Associação de Sargentos e Sub-tenentes de Polícia Militar. Durante a reunião, que terminou por volta das 20h, foi possível se ouvir do lado de fora gritos de ordem como "com a PM ninguém pode", "ô, ô, a PM parou" e "ua, ua, a greve continua".
A Associação dos Oficiais da Polícia Militar da Bahia também faz sua assembleia esta noite, no Hotel Fiesta, e irá decidir se adere à greve.
E a anistia?
De acordo com Leite, o problema das anistia já é ponto acordado com o governo, sendo que os PMs aceitam a anistia administrativa e não falam mais de anistia criminal. Nesta direção, tanto Marcos Prisco, quanto os outros 11 líderes indiciados pela Justiça, agora contam com a própria sorte e a defesa dos seus advogados para poderem se livrar das penas a que estão sujeitos.
Movimento sem rumo
Um policial que não quis se identificar, disse ao 247, na saída da assembleia que o movimento 'perdeu a direção com a prisão de Prisco'. Até agora, não apareceu a figura outro líder, por isso as coisas estão mal articuladas e sem definições claras. O que se sabe até agora é que a greve continua e que a próxima assembleia da categoria está marcada para esta sexta-feira (10) às 16 horas.
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