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Escutas estratégicas para a invasão da Assembleia

Prisco teria dito aos companheiros que se entregaria, porque o vazamento das escutas telefônicas seria usado como pretesto pelo governo do Estado para invadir a AL

09 do 02 de 2012 às 11:42

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Um estratégia do governo para invadir a Assembleia. PMs do movimento acreditam que as escutas telefônicas, em que o líder Marco Prisco aparece, foram usadas como pretesto para o Exército entrar no prédio. Para eles, a divulgação de gravações telefônicas precipitou o fim da ocupação, por parte de cerca de 300 policiais militares.

Segundo um dos ex-amotinados, que prefere não se identificar, Prisco avaliou, logo depois da divulgação, feita pelo Jornal Nacional, que os áudios haviam sido "vazados" das investigações para justificar a invasão ao prédio pelo Exército. "A greve precisa continuar, mas não quero que ninguém morra", disse aos interlocutores próximos.

No início da madrugada, Prisco enviou uma equipe para negociar a desocupação do prédio com o Exército. O principal entrave foi relativo à entrega de Prisco, que tinha um mandado de prisão expedido contra si. O sindicalista queria ser retirado da Assembleia por trás, fora do alcance de fotógrafos e cinegrafistas.

O pedido acabou atendido e a desocupação foi iniciada pouco depois das 6h. Prisco foi tirado do prédio junto com outra liderança do movimento que era considerado foragida, Antônio Paulo Angeline. Os dois são acusados de roubo de patrimônio público, incitação à violência e formação de quadrilha. Eles foram transportados, de helicóptero, da Assembleia para a Polícia do Exército, onde estão detidos. (Com informações do jornal O Estado de São Paulo)



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