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Tensão continua
Parentes dos policiais acampados na Assembleia Legislativa são impedidos de retornar à concentração pelo Exército. Grevistas prometem "fechar" a Paralela e impedir jogo do Bahia em Pituaçu
Bahia 247 - O clima de tranquilidade que predominava na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) hoje se esvaiu no fim da manhã. Neste momento, as entradas do Centro Administrativo (CAB) estão bloqueadas pelo Exército e mais 300 homens chegaram ao local. O efetivo da corporação chega a 1.308 militares. A Força Nacional também enviará mais homens. As pessoas que saem do Centro Administrativo (CAB) não estão conseguindo retornar, inclusive a imprensa está tendo dificuldade. De acordo com a repórter do Bahia 247 que está no local, os militares só estão permitindo acesso dos profissionais que já são "conhecidos". Parentes dos grevistas amotinados tentam neste momento furar o bloqueio dos Exército e, diante da resistência, zombam deles. Um pai de santo soltou uma pomba pedindo paz, mas, o efeito foi contrário, pois o pássaro pousou na cabeça de um soldado, que ficou irritado. Os manifestantes deram gargalhadas. O Bahia 247 apurou ainda que os grevistas planejam fechar o Posto 2 da Avenida Paralela e o acesso à orla, para atrapalhar o jogo do Bahia, no estádio de Pituaçu.
Enquanto isso, o líder do movimento, o ex-policial Marco Prisco, garante que a greve só terá fim com a concessão de anistia para ele e os outros onze líderes que tiveram mandado de prisão decretado pela Justiça. No final da manhã dois helicópteros do Exército fizeram um pouso rápido na frente do Palácio Luiz Eduardo Magalhães, onde os policiais militares em greve estão acampados. As informações que circulam entre os presentes é a de que eles foram fazer reconhecimento da área. Há temor de que os policiais militares entrem em confronto com as Forças Armadas.
A greve da Polícia Militar da Bahia completa hoje nove dias e o clima de terror e caos permanece em Salvador e no interior do estado. O governador Jaques Wagner já se comprometeu a pagar a GAP 4 (Gratificação por Atividade Policial) e a GAP 5, a primeira já no próximo mês de novembro. Além disso, o petista afirmou que não haverá punição para quem participa do movimento de forma pacífica.
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