- Home Bahia 247 >
- Salvador
Tudo como dantes
Depois de quase seis horas de reunião, policiais militares e governo não chegam a um consenso; apesar de intermediação da Igreja, resistências são mantidas e greve deve continuar
Jaciara Santos_Bahia 247
Terminou por volta das 17h ,sem qualquer avanço, a reunião iniciada às 10h desta terça-feira (7) na residência oficialdo cardeal Dom Murilo Krieger, arcebispo primaz do Brasil, com a partiicipação de representantes de associações de policiais militares, secretários de governo e do presidente da seccional baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA), Saul Quadros Filho. Apesar da interferência da Igreja, as partes não conseguiram chegar a um consenso capaz de pôr fim à greve daPMBA, iniciada há uma semana exatamente.
Diante da manutenção do impasse, a Associação dos Oficiais da PMBA que, se declarou ontem (6) em alerta, aguarda um posicionamento das demais entidades que representam a categoria para decidir sua atuação no movimento. Não está descartada a realização de assembleia para uma tomada de decisão. Segundo cálculos oficiais, umterço da Polícia Militar está em greve.
Ainda acampados na Assembleia Legislativa, os grevistas já abriram mão da maioria das reivindações que levaram à eclosão do movimento. Permanecem inflexíveis apenas em dois pontos: o pagamento imediato da GAP IV (gratificação de atividade policial) cumprimento da Lei da Anistia. Embora tenha manifestado,em sucessivas entrevistas ao longo desta terça-feira, sua expectativa de que o impasse iria se encerrar hoje, o governador Jaques Wagner mantém o propósito de não conceder anistia aos líderes do movimento, 12 dos quais com prisão decretada pela Justiça.
comentários para “Tudo como dantes”
Deixe seu comentário
Notícias mais populares
Opinião
E é claro que Veja sabia quem era Carlinhos Cachoeira, a natureza de seus negócios, quem eram seus arapongas criminosos, quem era o senador Demóstenes Torres
comentáriosJulgamento dos vigilantes Josemar dos Santos e Jair da Conceição não esclarece mistério sobre morte de servidor municipalareia de Saúde
comentáriosEnquanto a investigação sobre Carlos Cachoeira ferve no Congresso Nacional, a da arapongagem definha em Brasília
comentáriosUma mulher é espancada a cada cinco minutos no Brasil; somadas as vítimas, mais de 40 milhões de brasileiras já foram atingidas pela violência doméstica
comentáriosAcusar os críticos quando há versões desencontradas sobre a não apresentação de denúncia contra Demóstenes só faz provocar as suspeitas
comentáriosÉ necessário retirar das costas dos estados o financiamento da educação e repassá-lo para o governo federal
comentáriosAo abusar, sem qualquer cerimônia, da liberdade plena conquistada pelas lutas do povo brasileiro, a revista do Dr. Civita acende a luz que deixa exposta a hipocrisia dissimulada em todo discurso de vestal
comentáriosAtos judiciais como nas barracas de praias de Salvador, não deixam espaços para meios termos: é ou não é. Cumpre-se a justiça sem discutir o resto e a bagunça se instala
comentáriosDe Delúbio, espero apenas que seja julgado, ainda neste semestre, pelo STF, como réu que é do mensalão
comentáriosO "casamento" entre Lula e Sarkozy foi por interesse. O de Dilma e Hollande será ancorado em "afinidades eletivas"
comentáriosRecursos oficiais disponibilizados para amenizar efeitos da estiagem é prato cheio para maus gestores; MPE está de olho e promete fiscalizar
comentáriosO reconhecimento de 54 mil hectares de terras como indígenas por parte do STF põe fim a uma história de muitas mortes e abre outra guerra, a dos fazendeiros contra o Estado da Bahia
comentáriosSem a distinção entre bem e mal não há política verdadeira. É esse o desafio para quem queira renovar
comentáriosBasta um só deputado ou senador, munido de prova irrefutável, num cenário de imprensa livre e MP ativo, para jogar por terra qualquer tropa
comentáriosOs aspectos punitivos ou alarmistas da campanha antitabagismo do País (como as fotos nos maços de cigarro) pouco contribuíram com a redução
comentáriosUma mudança pode estar em curso. A melhor ferramenta para o combate à exclusão social do negro é a união dos cidadãos
comentáriosOs banqueiros financiaram campanhas, mas não foram eleitos para governar o país
comentáriosVi certa precipitação de vários amigos militantes nos dias da semana passada que antecederam o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade, movida pelo DEM de Demóstenes Torres, sobre o sistema de cotas nas universidades públicas.
comentáriosModelo político, de eleições a cada dois anos aos caixas 2 que irrigam as campanhas, apodreceram a forma de construção da representação política no Brasil. Nesse cenário, Carlinhos Cachoeira não é isolado. É de todos nós
comentáriosA República dos Dadás foi longe demais e a CPI é a oportunidade para dar um basta
comentários28 de abril, Dia da Educação. Num país mais preocupado com o desempenho de Neymar em campo do que com a greve de professores em quase 20 estados, não é de se estranhar a admiração deste João
comentáriosA vitória da esquerda na França será mais significativa se proporcionar uma mudança de rumos no velho continente, com o abandono do receituário neoliberal
comentáriosTalvez a descoberta mais chocante da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada há duas semanas, seja o fato de que 76% dos entrevistados nunca pisaram numa biblioteca
comentáriosEmpresários, lobistas e agentes públicos vão ter de renovar seus métodos se o enriquecimento ilícito for mesmo punido
comentáriosEm tempos de bandidos togados e notáveis vestais desmascaradas, o voto secreto na Câmara de Salvador inspira mais preocupação do que sensação de segurança
comentários
Claro que isto não é um salário ruim para a Bahia, daí a razão de não se compreender os métodos utilizados pelos revoltosos para conseguir aumento. Uma sugestão ao governo do Estado: pede para o exército ficar por dois anos na Bahia, põe todos os policiais na rua e forma uma nova polícia. Comentários ácidos á parte, vamos analisar um pouco mais esta questão, que é mais importante do que comentários ácidos. Mas me desculpem os PMs, isto que vocês fizeram é indesculpável e vocês sabem muito bem que é passível de punição e de uma burrice que beira o rídiculo, do ponto de vista racional e de uma falta de bom senso de uma realidade que se vive, que beira ao absurdo. -------------------------------------------------------------- O estado com um orçamento de 28 bilhões e com um efetivo de 32 mil homens na PM. Não sei a soma total dos funcionáios públicos, mas o fato é que a folha de pagamento não deve ser pequena. Quem paga o salário do PM é o cidadão que paga seus impostos ao Estado e, este, presta os serviços que são de sua competência. Capenga, mas tem o dever constitucional de prestar: saúde, educação, segurança, transporte, por exemplo. Ora, a partir do momento que um movimento de PM que não pode fazer greve, mas que é um direito que as pessoas têm de reclmar por melhores condição, a discussão das reivindicações deles acaba sendo aceita pela sociedade. No caso baiano, isto não se vê. Mas não podemos confundir reivindicações com vandalismos, policiais armados, homicídios,crianças e mulheres como escudos e uma série de infrações que a própria polícia sabe que cometeu. Podemos,também, pensar: gente eles sabem de tudo isto, se estão na linha de frente com mulheres e crianças é porque o dinheiro não está dando. Bem, isto não é tão verdadeiro assim. No mesmo estado que tem um orçamento de 28 bilhões de reais, há uma massa humana imensamente maior do que qualquer outro estado da federação que, de tão pobres e condições de vida mínima da mínima, vivem de ajuda governamental para viver. Há, dentro deste quadro de pessoas imensamente pobres, aqueles que trabalham nesta região aí que, muitas fazendas de cacau paga 100 reais por semana a um trabalhador rural para trabalhar com o Sol a pino das 7 às 17 horas, e como bem me lembrou alguém, "isto quando acha". Bem, estou falando da minha região, que mesmo empobrecida, não é a mais pobre da Bahia, pois a população do semiárido que trabalha com o sisal, certamente, tem gente lá que, pela realidade econômica da região, deve ganhar menos do que a região cacaueira. Como o estado não tem um pólo industrial que atenda a todos na indústria e, claro, ter um melhor salário, os setores de serviços, comércio, turismo, são setores que empregam grande quantidade de pessoas. Pois é, a polícia que tem o cidadão como seu patrão e não o governo, vai reivindicar por melhores salários, mas fecha exatamente o comércio de quem lhe paga e atrapalha o setor de turismo, que também lhe paga. Ora, se para gerar dinheiro, a roda da economia tem de girar, como os comerciantes vão pagar seus impostos e o governo aumentar sua arrecadação, se se impede de trabalhar? Para ficar mais claro, como esta falta de coerência de fazer greve fechando comércio pode aumentar arrecadação no estado? Como estes atos de vandalismo praticados por quem tem a obrigação constitucional de proteger pode gerar confiança em quem quer investir no Estado? Como explicar que um estado que tem essa massa pobre, não pagar o pior salário aos PMs e seus índices de criminalidade estarem nestes nívies, com PMs não tão mal remunerados assim, em meio a realidade econômica do Estado? O que de fato está acontecendo com a polícia baiana, afinal? Sejamos sinceros, não ganham mal para a realidade do estado, mas não trabalham como deveriam trabalhar para combater a criminalidade. E outra coisa que o povo baiano precisa pensar: Gente, vale a pena votar em polícia para cargos eletivos? É bom misturar segurança pública com política? A greve deixa claro para qualquer baiano de bom senso que não. Como explicar uma suposta greve que não é greve, mas motim que tem razões políticas e reivindicações salariais que os policiais querem aumento, mas arrasam com a parca economia do estado e atingem o turismo? Sim, porque estas pessoas que hoje estão empregadas,a permanecer este quadro de violência no estado e a prática da própria polícia na violência, quem é o turista que vai querer visitar à Bahia? Digam-me se os americanos estão errados em falar para os cidadãos americanos não visitarem à Bahia? Claro que não, gente. Você iria a Paris se a cidade estivesse em ebulição de negros e muçulmanos brigando para serem aceitos como franceses? Não, você não iria. Adiaria sua passagem e esperava o momento passar. Mas na Bahia a coisa está diferente, a criminalidade agora tem dois braços: o bandido que já é bandido e a PM que aplicou a pá de cal na economia do estado com tais atitudes, atingindo em cheio o turismo e que, pela degradação que está, se a realidade não for invertida, o próprio setor irá começar demitir. E aí senhores PMs,o que vocês farão? Continuarão reivindicando salários com outras categorias, ou melhor,certas castas de funcionários públicos que existem no estado, por melhores salários? Claro que nem todo servidor estadual é bem remunerado. Bom seria que todos fossem e não chegasse aonde isto chegou para se ter aumento. E não é isto, querem um aumento igual ao salário da PM de Brasília para estados que não têm condição de pagar.Quem paga os policiais de Brasília é a União, logo, todos os brasileiros.Quem paga os salários da PM baiana é a Bahia,logo, todos os cidadãos baianos. Não dá para entender estas práticas. Não dá para entender esta atitude da oposição em acabar com o estado para retomar o poder.Não dá para entender o povo baiano votando em policiais. Não dá para entender policiais se passando por bandido e levando à economia do estado à bancarrota e ao mesmo tempo querem aumento e criando situação para que se diminua a arrecadação do próprio estado e se crie demissões. Nâo dá para entender a falta de preparo da Secretaria de Segurança Pública, ou seja, a ausência de inteligência. Mas hoje à tarde fiquei pensando: será que eles de fato não sabiam? Ou permitiram isto porque é greve e quando sai o aumento, quem participa ou não participa ganha? Outra coisa, se há policiais trabalhando, por que estão permitindo estes atos? Não querem prender companheiros, é isto? Pois é, antes de vocês agirem desta forma, usem o equilíbrio e ponderem: querem aumento, mas estão acabando com a fonte do aumento que é a economia. A continuar desta maneira, vocês acabarão com a Bahia, infelizmente.O bom é que o povo baiano sabe viver com a diversidade: Governou o país por duzentos e quatro anos, tem três climas diversos no estado, suporta o preconceito fora do estado, é prejudicada no âmbito da federação, mas aí já não é apenas a BA, mas o NE. Tentam derrubá-la os de fora e, agora, os de dentro da própria BA, a velha tática da retomada do poder. Mas o governador precisa também está atento às ruas e espero que ele tome atitude e não seja complacente. Não sou simpática ao Samuel Celestino, mas ele está certo quando diz que precisa ter pulso. E quero parabenizar o povo baiano que não está apoiando estas atitudes insensatas dos policias. Mas governador, a Bahia foi um estado governado a mão de ferro por 40 anos e seu tom conciliatório nem sempre é tão proprício assim. Há momentos que precisa sim, ser duro. Não dá para ser conciliador o tempo todo diante de uma população governada por chicote. Há tempo para tudo: para conciliar e para ser duro, para a paz e para a briga, mas claro, dentro dos seus devidos equilíbrios. Você sabe muito bem do precedente que é anistiar policial que cometeu crimes pelos seus atos de vandalismos e a consequência disto para o futuro. Penso que quando o povo baiano aguarda a carreata da própria polícia para vaiar, é porque espera de sua parte uma atitude firme. Não que beire a insanidade, mas proporcional ao que foi feito. Não pode a polícia nem da Bahia nem de nenhum estado cometer que a PM baiana cometeu e não serem punidos seus líderes. outra coisa, a Bahia neste caos, gente, e vi João Henrique e uma senhora morena baixa, mais para negra, correndo na ciclovia de Copabacabana no dia Dois de Fevereiro, às dezenove horas e quinze minutos, entre os hoteis Marriot e Pestana, melhor dizendo, entre os Postos 3 e 4 da Praia de Copacabana. Salvador perdendo investimentos, uma degradação da cidade, uma insatisfação geral com o prefeito. Neste dia, o caos já havia começando e o prefeito passeando no Rio. Enquanto isto, a PM tenta destruir à economia baiana e pede aumento. E o que dizer da oposição neste episódio? Será que para retomar o poder precisa disto, senhores? Será que se unirem para ao invés de aumentar, diminuírem o orçamento do estado, acabando com a sua economia e criando demissões?