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E agora, Salvador?
Governo Federal envia 450 policiais da Força Nacional para reforçar segurança; na tv, governador ataca grevistas e tenta tranquilizar população; 20 homicídios, comércio atacado e eventos cancelados por todo o estado; como será esta noite?
247 com Agência Estado – O governo federal enviou, nesta sexta-feira, mais 250 agentes da Força Nacional e do Exército para Salvador, dobrando o contigente deslocado para tentar suprir a ausência de policiais provocada pela paralisação da Polícia Militar. A capital da Bahia viveu hoje um dia de caos, com 18 homicídios entre meia-noite e seis da manhã, ondas de saques e fechamento do comércio em toda a região metropolitana.
Os casos, mais que o triplo da média diária de assassinatos registrados na cidade no ano passado (4,2), ocorreram durante a paralisação parcial da Polícia Militar no Estado, iniciada na terça-feira, 31, mas, segundo a SSP, os casos não têm relação direta com o movimento grevista. Devido a paralisação, comércios de Salvador estão sendo saqueados por criminosos. Uma chacina foi registrada no bairro de Engomadeira, que deixou três homens mortos e um ferido - atingido por um tiro no pé.
De acordo com a Polícia Civil, as vítimas tinham envolvimento com o tráfico de drogas. Entre os casos também está o assassinato de um percussionista do Olodum, Denilton Cerqueira, de 34 anos. Segundo relatos, ele teria sido abordado por dois homens quando chegou em casa, no bairro da Mata Escura, em sua moto. Os homens teriam roubado o veículo e atirado em seguida no músico, que não resistiu aos ferimentos.
Reforço
Uma comitiva liderada pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, viaja amanhã para a Bahia, com o objetivo de acompanhar as operações que o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, do Ministério da Defesa, está coordenando para garantir a manutenção da lei e da ordem durante a greve da Polícia Militar do Estado. Integram o grupo a secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki; e o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello. O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general José Carlos de Nardi, também estará nessa missão.
Em nota, o Ministério da Justiça destaca que além dos 2,8 mil militares do Exército, Marinha e Aeronáutica, estão sendo enviados cerca de 450 policiais da Força Nacional de Segurança Publica, ligada ao Ministério da Justiça. A chegada dos militares e policiais tem como objetivo garantir segurança da população e coibir eventuais ações criminosas. O governador Jaques Wagner, o comandante da 6ª Região Militar, general G. Dias, e o secretário estadual de Segurança Pública, Maurício Barbosa, receberão a comitiva na Base Aérea de Salvador, às 10 horas deste sábado.
Governador
Em declaração de três minutos, transmitida pelas emissoras de rádio e TV da Bahia na noite de hoje (sexta-feira), o governador Jaques Wagner atacou o movimento grevista da Polícia Militar do Estado e tentou tranquilizar a população baiana.
Na fala, o governador reconhece que o Estado passa por "momentos de intranquilidade", mas afirma que não há motivos para apreensão. "Estou tomando todas as providências para garantir a segurança dos cidadãos", afirmou.
"Agi rapidamente e com rigor para conter um grupo de policiais que, usando métodos condenáveis e difundindo o medo na população chegou a causar desordem em alguns pontos do Estado", disse Wagner. "Os contingentes da Força Nacional de Segurança, juntamente com as Forças Armadas, já estão nas ruas, para garantir a paz."
O governador afirmou, também, que a sociedade não pode "conviver com um movimento que já foi considerado ilegal pela Justiça" baiana. "Conclamo todos os profissionais da Polícia Militar a retomar seus trabalhos", disse Wagner, antes de listar alguns avanços que, de acordo com ele, seu governo deu à categoria.
"O governo sempre esteve aberto à negociação. Foi com democracia que garantiu conquistas como aumento real de salário, a compra de 3 mil viaturas e a incorporação de mais de 9 mil homens ao efetivo", contou. "Sei que não estamos na situação ideal, mas vou continuar trabalhando para melhorar as condições de trabalho da polícia na Bahia."
No final da mensagem, o governador atacou o movimento grevista. "Não aceito que um pequeno grupo, de forma irresponsável, cometa atos de desordem para assustar a população", disse. "A PM da Bahia não pode permitir se transformar em instrumento de intimidação e desordem."
Cancelamentos
A greve da Polícia Militar afetou até lazer dos baianos, pois vários eventos como espetáculos teatrais e shows foram cancelados ou adiados para outras datas. Confira a (longa) lista de eventos cancelados:
SEXTA-FEIRA (03)
O show da banda Filhos de Jorge, que aconteceria no Mercado Modelo, também foi adiado para o dia 10 de fevereiro
A 'Sexta do Bolimbolacho' do LevaNóiz, na The Best Beach, foi cancelada
O show de Mariene de Castro, no Espaço Cultural Barroquinha, também foi cancelado
Pelourinho - Os shows programados nos largos Tereza Batista, Pedro Archanjo e Quincas Berro D'Água foram cancelados
A última edição do projeto Zona Mundi, com shows de Karina Buhr, Bemba Trio, Zona Mobile, Mangaio, Guizado e Chico Corrêa e o MC Daganja, que aconteceria no MAM BA, também foi cancelado
O show de Marcela Bellas no Teatro Sesc Senac Pelourinho foi cancelado
Ensaio do bloco Banda de Gerônimo, no Terreiro de Jesus, foi adiado para o dia 10 de fevereiro
'A Melhor Sexta Feira do Mundo', evento com as bandas Samba D'Jú e Saiddy Bamba e a participação do cantor Tuca Fernandes e da banda Cangaia de Jegue, foi cancelado
SÁBADO (04)
Cerveja & Cia Folia, evento na Praia do Forte, foi adiado, sem data prevista para nova apresentação
O bloco afro Ilê Aiyê resolveu suspender o ensaio, na Senzala do Barro Preto. A princípio, está mantido o ensaio do dia 11 de fevereiro, cujas atrações deverão ser brevemente anunciadas.
Os shows de Retrofoguetes e O circulo na Praça Tereza Batista foi adiado, ainda não foi divulgada a próxima data.
O show Caymmi Underground do experimento musical Miku, às 20h, no teatro Gamboa Nova, está cancelado.
DOMINGO (05)
A programação do Projeto Música no Parque, com show do grupo Bailinho de Quinta, foi adiada para o dia 26 de fevereiro
República do Reggae, no Wet'n Wild, foi adiado para o próximo domingo, dia 12. A produção não informou sobre devolução do valor pago ou se os convites serão reaproveitados
O show Caymmi Underground do experimento musical Miku, às 20h, no teatro Gamboa Nova, está cancelado.
TEATRO
SEXTA-FEIRA (03)
A apresentação gratuita 'Humor na Praça Aquarius', com Paulo Prazeres e Miguel Vieira, foi cancelada devido aos transtornos causados pela greve da PM.
A peça Um Velório Muito Louco também cancelou a apresentação das 20h, no teatro Sesc Casa do Comércio.
A apresentação do espetáculo 'Cabaré da RRRRRaça', no Teatro Vila Velha, também foi cancelada
As apresentações dos espetáculos 7 Conto, com Luis Miranda, e Rir Prá Não Chorar, de Renato Piaba também foram canceladas.
A sessão de A Bofetada foi cancelada
Está suspensa a apresentações do Festival de uma Cia Só, que aconteceria às 20h, no teatro Gamboa Nova.
SÁBADO (04)
O musical infantil Palavra Cantada que aconteceria no Salvador Hall, foi adiado para o dia 10 de março. A produção ainda não informou sobre a devolução do valor dos ingressos, para quem já comprou.
O solo infantil Sonho, às 16 h, no teatro Gamboa Nova está cancelado.
DOMINGO (05)
O solo infantil Sonho, que tinha sessões domingo, às 16 h, no teatro Gamboa Nova está cancelado.
EXPOSIÇÃO
SEXTA-FEIRA (03)
O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM) também resolveu interromper suas atividades, à princípio apenas no período vespertino. Foram canceladas as exposições e oficinas educativas.
E a visitação da exposição Os processos do Ser, da artista plástica Antuá foi cancelada. Tão logo a ordem seja estabelecida na cidade, o teatro informa que volta a com sua programação normal.
CINEMA
SEXTA-FEIRA (03)
As salas Walter da Silveira e Alexandre Robatto suspenderam suas atividades
O Espaço Unibanco de Cinema continua aberto, mas de acordo com a administração, caso seja constatado perigo para os frequentadores, as sessões serão canceladas
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Ué, rotmar a vida,a cidade vai ficar refém de meia dúzia de policiais que ao invés de proteger à população agiram como bandidos. Verdadeiros bandidos fardados. Se fosse eu exonerava todos estes engraçadinhos. O reforço não chegou? Então, ficarem aí até a situação ser normalizada. O que não pode é a polícia fazer da população refém. Ou melhor, a polícia não, mas meia dúzia agindo por razões políticas e espalhando o caos na cidade e no interior. Essa gente quer porque quer retomar o poder e tem gente de fora inflando isto aí,viu?