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E a campanha ainda nem começou...

E a campanha ainda nem começou... Foto: divulgação

ACM Neto e Nelson Pelegrino voltam a se estranhar na Câmara. O motivo agora foi a greve da PM. Confira vídeo

09 do 02 de 2012 às 12:45

Os deputados federais e pré-candidatos à tão cobiçada Prefeitura do Salvador ACM Neto (DEM) e Nelson Pelegrino (PT) continuam se estranhando na Câmara Federal. Desta vez o tema da briga é a greve da Polícia Militar da Bahia, que completa dez dias hoje. Tudo começou quando Neto denunciou que Pelegrino, que é o líder da bancada baiana no Congresso, havia solicitado um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para trazer ao estado apenas parlamentares do PT para ajudar o governador correligionário Jaques Wagner nas negociações.

O democrata afirmou que a oposição não foi convidada nem informada da viagem à Salvador. "O correto seria o deputado Nelson Pelegrino solicitar à presidência da Câmara e aos líderes partidários a aprovação de uma comissão oficial suprapartidária para acompanhar e tentar buscar uma solução para a crise e mediar as negociações com os grevistas", disse Neto. Ele disse ainda que a viagem teve como objetivo "massagear o ego" de Wagner. "O deputado Nelson Pellegrino faz política com o uso do dinheiro público, já que utilizou um avião da FAB para prestar apoio ao governador", continuou o oposicionista.

Pelegrino reagiu nesta manhã no plenário da Câmara. "A primeira coisa que quero esclarecer ao deputado ACM Neto é que ele deveria respeitar a decisão coletiva da bancada baiana que, pela imensa maioria dos seus deputados e senadores, preocupados com a segurança dos baianos, foi à Bahia em um momento crucial, um momento crítico, levar nossa posição ao governo do estado e fazer uma conclamação aos policiais militares para que retornassem ao trabalho e garantir a segurança da população, que sofria com saques, assaltos e homicídios", disse Pelegrino.

A reunião da bancada, informou o deputado, contou com mais de 25 parlamentares de oito dos 11 partidos que a compõem e os três senadores. "Ante a gravidade da situação, de forma emergencial decidimos constituir uma comissão para ir à Bahia. Essa comissão pediu ao presidente da Casa, deputado Marco Maia, que fizesse contato com o comando da Aeronáutica para disponibilizar uma aeronave a fim de nos deslocar até Salvador", explicou o petista.

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