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Os destemidos
Pré-candidatos à Prefeitura de Salvador dizem não ter medo de repercussão negativa da greve dos policiais
Romulo Faro_Bahia247
Enquanto os oposicionistas deitam e rolam com a repercussão negativa já mundial da greve da Polícia Militar baiana, os pré-candidatos à Prefeitura de Salvador de legendas da base aliada do governador Jaques Wagner (PT) minimizam a polêmica e apostam que o episódio dramático não terá influência ruim nas urnas em outubro próximo. O principal prejudicado, segundo os adversários, seria o deputado federal Nelson Pelegrino, o candidato do PT. Mas ele está tranquilo. O parlamentar vem destacando sua participação na negociação com os policiais grevistas, ao lado de Wagner, e se mostra irritado com o link.
"Pelegrino disse que tem se preocupado apenas ajudar a solucionar o problema, sem se preocupar com votos. 'É lastimável que, numa hora dessas, alguns políticos aproveitem-se do que acontece em Salvador pensando em ganho eleitoral', declarou", diz a nota enviada pela assessoria do petista.
Para Alice Portugal, deputada federal e pré-candidata do PCdoB, também não há nenhum paralelo entre as duas circunstâncias. "Por que teria? Não vejo relação", refutou a comunista. Ela aproveitou para reiterar elogios ao governador Jaques Wagner (PT) na administração da crise: "Nossa posição é muito clara. Concordamos com o governador quando ele diz que tem que restabelecer a ordem através do diálogo e da negociação pacífica. Mas, assim como nosso governador, não posso concordar com a barbárie como méritos", declarou Alice.
O chefe da Casa Civil da Prefeitura e pré-candidato do PP (partido do prefeito João Henrique), João Leão, também afastou a possibilidade de relação entre a greve e as eleições municipais. "Acho que isso (a greve) não prejudica campanha de ninguém", perseverou Leão. Mas o secretário, que não é bobo nem nada, sabe que outros leões usarão imagens como arma durante a disputa em outubro próximo.
"Na campanha, com certeza, teremos muita imagem negativa passada pela oposição. Mas tudo bem. Esse é realmente um momento muito difícil que estamos vivendo em Salvador e na Bahia, mas, sinceramente, acho que não tem ligação entre uma coisa e outra", refletiu o secretário.
Será mesmo, excelências, que o povo de Salvador e da Bahia se esquecerá de um período de caos e terror em apenas oito meses?
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