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"Não posso ser governado por policiais de arma em punho"

Foto: Celso Castro/PH

Governador dá entrevista e reforça que não concederá anistia para policiais militares que cometeram atos criminosos

04 do 02 de 2012 às 15:48

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Um governador bastante chateado que não se cansou de repetir que não vai negociar com policiais que violam o Estado democrático de direito. Esta foi a postura do governador da Bahia, Jaques Wagner, durante a coletiva de imprensa concedida na Base Aérea de Salvador.

"Eu não posso ser governado por policiais militares de arma em punho. Não se trata aqui de um ato de arrogância, ou intolerância, agora, se alguém depreda ônibus, se alguém depreda o carro da polícia, se alguém sai na rua atirando para cima, se alguém, que eu não posso acusar, atira e mata moradores de rua, qualquer coisa desta é crime. Independente de quem o cometeu, sob a desculpa de porque o cometeu. Porque se não, nós também estaríamos dizendo aos marginais que eles matam para conquistar dinheiro. Eles roubam para conquistar dinheiro. Então qual é a diferença? As pessoas admitem a possibilidade de cometer crime para obter um benefício, um reajuste de salário, ou o que quer que for?". Seria eu chancelar esta metodologia", disse o governador.

Wagner lembrou que estes episódios vêm acontecendo no país e que tem que parar. O governador não poupou adjetivos para classificar o movimento: "Não me submeto ao crime organizado, a alguém que está com a arma em punho para tentar submeter a democracia".

As negociações também parecem estarem travadas. Já que o primeiro ponto solicitado pelos manifestantes não será concedido por Jaques Wagner. Ele lembrou que os manifestantes protocolaram a pauta de negociações, durante a última semana, e saíram diretamente para a Assembleia Legislativa. "Protocolaram a dita pauta cuja primeiro ponto era a anistia, pressuposição de que estavam dispostos a fazer barbaridade e vandalismo. Depreda-se e, preventivamente, se pede o perdão. Ou seja, o pedido de anistia é o salvo conduto para a barbaridade que vão fazer. E eu já disse que comigo não tem acordo", reforçou.

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comentários para “"Não posso ser governado por policiais de arma em punho"”

  1. Luana 4.02.2012 às 18:28

    Ele tá certo, a greve é justa, mas as atitudes, não. Os bombeiros do Rio fizeram a coisa certa, foram para a própria corporação e não ameaçaram a população. Um segmento da PM baiana fez o oposto, colocaram capuzes, foram para as ruas impedir o andamento da cidade, espalharam o pânico, intimidaram a população e tentam intimidar o governo. Não têm respeito pelo povo baiano, pelo Estado de Direito e nem tão pouco pela sua própria instituição. Qual a garantia de que estes crimes que estão sendo cometidos não são eles que estão fazendo, protegidos pelos capuzes e pela impunidade? A motivação da greve não é por salário, mas cada vez mais fica claro que a intenção é causar instabilidade institucional, até porque, o comando de greve é tucano, Prisco é filiado ao PSDB e tem policiais ligados à oposição, além deste aí. Se querem o poder de volta tentem os meios legais, mas estas atitudes só mostram aquilo que a população baiana já sabe quem é, pois foi dominada por quarenta anos pelo mando e o chicote. E agora utilizam a polícia, ou melhor, a banda podre da polícia para espalharem o caos. Toda a tentativa visa 2012 e 2014. Bota o exército na rua, por exemplo, eles estão há mais de um ano no morro do Alemão no Rio de Janeiro, também podem ficar mais de ano na Bahia, até convocação de concurso e preparo para novos PMs. Não pode se curvar diante de um grupo e de ninguém, muito menos de quem instaura o caos não por greve, mas por motivos políticos.

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